sábado, 1 de fevereiro de 2020

PSICOSE E NEUROSE - PRIMEIRA PARTE: PSICOSE





Segundo a Wikipédia, psicose é “uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real”. Pode-se dizer que psicose é o termo técnico que mais se aproxima do que, popularmente, se chama de “loucura”. Pessoas com psicoses podem ter alucinações (visualizar, ouvir ou sentir sem correspondência direta com estímulos no ambiente), delírios (pensamentos sem base comprovada, geralmente relacionados à própria pessoa, tais como ideias de grandeza ou perseguição) e comportamentos grosseiramente alterados (tais como agitação ou movimentos ou posturas bizarros). E, de modo mais preciso, não se trata apenas de uma “dificuldade” de determinar o que é ou não real, mas sim de uma incapacidade. O delirante está totalmente convicto de seu delírio e todo o raciocínio dele se torna “escravo” dos pensamentos delirantes. Uma vez atendi o caso de uma pessoa (história alterada para evitar reconhecimento) que subitamente passou a acreditar que uma cidade havia sido suprimida do mapa. Mostrando-lhe o mapa, dizia que estava errado. Quando foi perguntado qual o motivo do desaparecimento, disse que era uma forma de seus amigos lhe mostrarem que precisava ficar mais atento às notícias de jornais, pois raramente os lia. Foi perguntado, então, o que a convenceria de que a cidade não desapareceu. Disse que, se ela aparecesse no noticiário de um grande jornal, acreditaria. Assim, o jornal foi providenciado e, momentaneamente, a pessoa aceitou que a cidade continuava a existir. Dia seguinte, voltou a afirmar que as pessoas que a queriam enganar conseguiram envolver também o jornal. Sintomas psicóticos ocorrem nos quadros de esquizofrenia (frequentemente associados a alucinações e comportamentos bizarros), transtorno delirante (caracterizado basicamente pelos delírios, sem a presença significativa de alucinações), assim como na depressão psicótica, na mania psicótica do transtorno bipolar e no transtorno esquizo-afetivo, um quadro com intermediário entre a esquizofrenia e os transtornos do humor (depressão e transtorno bipolar). 

Imagem: Far Vincent van Gogh - bgEuwDxel93-Pg at Google Cultural Institute, zoom level maximum, Publika havaĵo, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=25498286



sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

PSIQUIATRA, PSICÓLOGO, PSICOTERAPEUTA OU PSICANALISTA?




Não é raro que pessoas perguntem, na internet, qual destes profissionais devem procurar. Mesmo aquelas que já iniciaram o tratamento, por vezes, não sabem como classificar o(a) profissional que as está atendendo.

De modo simplificado, as categorias são as seguintes:

PSIQUIATRAS são médicos (portanto fizeram seis anos de faculdade de Medicina) que se especializaram na área de transtornos mentais, através de treinamento em regime de residência ou através de estágios de especialização, num período de dois a quatro anos. Ou seja, um psiquiatra demora algo entre oito a dez anos para se formar. O aprendizado obrigatório para o psiquiatra é saber diagnosticar os diversos transtornos psiquiátricos (por exemplo, depressões, transtorno bipolar, TOC, transtornos de ansiedade, esquizofrenia). Ao psiquiatra é permitido prescrever medicações, pois teve formação em farmacologia, a disciplina que ensina a ação das várias medicações.

PSICÓLOGOS são profissionais formados em faculdades de Psicologia, geralmente com duração de cinco anos. Uma vez formados, podem se dedicar a várias atividades, geralmente ensino e pesquisa ou Psicologia Clínica. São os que exercem Psicologia Clínica que também tratam pacientes com transtornos mentais. Não podem prescrever medicações, mas sabem fazer intervenções muito importantes, na forma de psicoterapias.

PSICOTERAPEUTAS são todos os profissionais (quase sempre psiquiatras ou psicólogos) que tratam pessoas através de psicoterapias. Psicoterapias são intervenções que procuram, através da comunicação, ajudar as pessoas a resolver seus problemas emocionais e comportamentais. Esta comunicação ocorre principalmente através da fala: o(a) paciente traz os problemas que o(a) incomodam, o psicoterapeuta analisa estes problemas e, juntos, procuram resolvê-los. A psicoterapia, muitas vezes, também leva a um melhor auto-conhecimento. Há muitas linhas de psicoterapia como, por exemplo, terapia comportamental, terapia cognitivo-comportamental, terapia de aceitação e compromisso, psicologia analítica, psicodrama e psicanálise.

PSICANALISTAS são os psicoterapeutas que se especializaram em psicoterapias baseadas nas ideias de Freud sobre as motivações inconscientes dos comportamentos, as quais se tenta descobrir e, através deste auto-conhecimento, melhorar a qualidade de vida do(a) cliente.

Na postagem de amanhã, vou falar um pouco sobre alguns tipos de psicoterapia.


Imagem, no início da postagem: Cérebro com esquematização (em vermelho) do sistema límbico, relacionado às emoções. By Nathanael Bar-Aur L. - adaptation of Brain limbicsystem.jpg without labels, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=11903367


quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

POR QUE A DEPRESSÃO FAZ SOFRER? (2)


Pessoas com depressão grave perdem o prazer em fazer tudo ou quase tudo de que gostavam, antes de depressão. Pessoas que gostavam de encontrar amigos, não querem mais; as que gostavam de ler, não sentem mais prazer na leitura; as que “curtiam” cinema, perdem o interesse pelos filmes: e assim por diante. Além da perda do prazer, um desânimo, uma dificuldade para dar início às suas atividades também é uma queixa frequente.
Panksepp, com base em suas pesquisas, aventou a hipótese de que dois dos sete sistemas afetivos (veja na postagem anterior) seriam os mais prováveis e importantes candidatos como causa do sofrimento, na depressão (apesar de que VÁRIOS sistemas podem ser afetados): o sistema de PÂNICO/LUTO e o sistema de PROCURA. O sistema de PÂNICO/LUTO (ou simplesmente sistema de LUTO) seria muito sensível a perdas sociais (de entes queridos) o que, sabidamente, pode ser desencadeante de quadros depressivos. Também problemas no vínculo do filhote com a mãe podem predispor: as pesquisas eticamente lamentáveis de separação de filhotes de macaco de suas mães e estudos de estimulação elétrica destes sistemas em cobaias são alguns dos embasamentos desta hipótese. Por sua vez, a diminuição da atividade neste sistema poderia, segundo experimentos, desencadear uma diminuição da atividade do sistema de PROCURA, o que traria o desânimo e aumentaria o sofrimento. Com base neste modelo, também estaria explicado por que substâncias estimulantes têm efeito antidepressivo. Além disto, possivelmente, os antidepressivos têm como um dos mecanismos de ação o aumento da atividade do sistema de PROCURA como ocorre, por exemplo, em outro experimento eticamente condenável: pôr ratinhos a nadar numa “piscina” e, cada vez que se aproximam da borda, são jogados de volta na água. Após muitas tentativas, os ratinhos desistem e, se não forem retirados, morrem afogados. O uso de antidepressivos aumenta significativamente o número de vezes em que os ratinhos continuarão tentando atingir a borda.




Ilustração: o resultado cruel de separar filhotes de macaco de suas mães. O filhote fica intensamente deprimido e se apega a um bicho de pelúcia. Filhotes chegavam a deixar de comer, se tivessem a opção de escolher um alimentador ou algo peludo a que se pudessem apegar. Estes experimentos foram feitos por Harry Harlow, pesquisador americano, na década de 50 e ainda hoje, há laboratórios que os fazem.


Referências:
Arling GL, Harlow HF.      Effects of social deprivation on maternal behavior of rhesus monkeys. Comp Physiol Psychol. 1967 Dec;64(3):371-7. No abstract available.

Herman BH, Panksepp J.    Ascending endorphin inhibition of distress vocalization. Science. 1981 Mar 6;211(4486):1060-2

Panksepp J   Affective neuroscience of the emotional BrainMind: evolutionary perspectives and implications for understanding depression.    Dialogues Clin Neurosci 2010. PMID 21319497 Free PMC   https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3181986/pdf/DialoguesClinNeurosci-12-533.pdf (acessado em 28/01/2020)

Panksepp J, Biven L    The archaeology of mind - neuroevolutionary origins of human emotions. Norton series on interpersonal neurobiology (2012)  - kindle edition (2020)

Simbi CMC, Zhang Y, Wang Z.   Early parental loss in childhood and depression in adults: A systematic review and meta-analysis of case-controlled studies.  J Affect Disord. 2020 Jan 1;260:272-280. doi: 10.1016/j.jad.2019.07.087. Epub 2019 Jul 30. Review.  PMID: 31521863

Thiébot MH, Martin P, Puech AJ.   Animal behavioural studies in the evaluation of antidepressant drugs. Br J Psychiatry Suppl. 1992 Feb;(15):44-50. Review

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

POR QUE A DEPRESSÃO FAZ SOFRER? (1)


Ninguém sabe, ainda, quais são as causas exatas da depressão. Assim, há vários modelos que tentam explicar o que ocorre que leva a pessoa a ficar deprimida. Um dos modelos mais interessantes é o desenvolvido por Jaak Panksepp, um neurocientista de origem estoniana. Com base, principalmente, em estudos com animais (mas, também utilizando dados de seres humanos), Panksepp postulou a existência de sete sistemas relacionados à emoção, tanto no ser humano quanto em outros mamíferos (e aves também apresentam várias semelhanças). Os sistemas (traduzindo do inglês) seriam: PROCURA, RAIVA, MEDO, PRAZER, CUIDADOS, LUTO e LÚDICO. O sistema de procura é ativado quando há sinais de que "vale a pena" se aproximar de algo importante. Por exemplo, a visão de alimento pode acioná-lo e fazer o indivíduo movimentar-se na direção do alimento e ter todos os comportamentos que findam quando a pessoa consegue se alimentar. O sistema de RAIVA é acionado quando há restrição de movimentos ou frustração. MEDO é acionado quando há sinais de perigo. PRAZER é acionado ao final de atividades desencadeadas pelo sistema de PROCURA e bem sucedidas. Por exemplo, quando a pessoa está mastigando o alimento ou quando realiza ato sexual. O sistema de CUIDADOS é o que mantém a mãe (animais e humanos) cuidando dos filhotes. Ele possivelmente está envolvido também na nossa capacidade de cuidar uns dos outros. O sistema de LUTO é ativado por perdas importantes, como a perda de pessoas queridas, como exemplo. E, finalmente, o sistema LÚDICO é ativado, por exemplo, quando o filhote (ou a criança) está brincando.

Na postagem de amanhã vamos ver como é possível que o comprometimento destes sistemas leve ao sofrimento da depressão.



Imagem: Representação esquemática do cérebro. O sistema límbico (amarelo) é o mais diretamente relacionado às emoções.




Referências:

Panksepp J   Affective neuroscience of the emotional BrainMind: evolutionary perspectives and implications for understanding depression.    Dialogues Clin Neurosci 2010. PMID 21319497 Free PMC   https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3181986/pdf/DialoguesClinNeurosci-12-533.pdf (acessado em 28/01/2020)

Panksepp J, Biven L    The archaeology of mind - neuroevolutionary origins of human emotions. Norton series on interpersonal neurobiology (2012)  - kindle edition (2020)

Imagem: Hunhori   The triune brain   https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a8/Triune_brain.png

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

DEPRESSÃO RESISTENTE AO TRATAMENTO

Atualmente, quando se inicia um tratamento antidepressivo, existem algumas medicações consideradas de primeira linha, por oferecerem bons resultados, associados a relativamente poucos efeitos colaterais. Os mais usados são os inibidores seletivos de recaptura de serotonina (ISRS), mas também há outros que podem ser usados, com mecanismos diferente de ação como, por exemplo, a bupropiona, que atua sobre a dopamina e a noradrenalina. Entretanto, por volta de 40% (as estatísticas variam um pouco) dos casos de depressão não respondem ao primeiro tratamento usado. Para estas pessoas, existe uma série de opções, tais como associação de vários antidepressivos, uso de antidepressivos duais (que atuam sobre mais de um tipo de neurotransmissor) e associação com estabilizadores de humor. Existem também possibilidades menos comprovadas, quando em uso isolado, porém que podem ser associadas ao antidepressivo, sendo o principal exemplo a estimulação magnética transcraniana (EMT). O uso da esquetamina consiste da aplicação endovenosa desta substância o que, em alguns casos, pode trazer uma melhora quase imediata. Para os casos mais graves, finalmente, há muito tempo são comprovados os antidepressivos tricíclicos, os inibidores de monoamino-oxidase e a eletroconvulsoterapia (ECT). Na ECT, aplica-se uma corrente elétrica de, no máximo, poucos segundos ao crânio do paciente, o que leva a alterações cerebrais semelhantes às causadas pelas medicações. Há muito preconceito contra a ECT, mas ela é um tratamento moderno e seguro, feito sob anestesia e cuidadoso controle de todos os parâmetros antes, durante e após a aplicação: eletrocardiograma, oximetria, eletroencefalograma, pressão arterial e frequência cardíaca. Seus principais efeitos colaterais são dificuldades de memória, que geralmente desaparecem no dia seguinte ao da aplicação e dor de cabeça, que pode ser tratada com medicações comuns (e, por vezes, o próprio anestesista pode usar uma medicação, nas aplicações seguintes, para prevenir as dores).


Imagem: Aparelho de eletroconvulsoterapia  AntaresGreen [CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)]

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O QUE É SÍNDROME DE BURNOUT?



A palavra estresse se origina, indiretamente, do latim stringere, que significa apertar, que deu origem ao termo francês arcaico "estresse" e, posteriormente, ao inglês stress, aportuguesado como estresse.(1)
Por volta de 1915, o fisiologista americano Walter Cannon descreveu a reação ao estresse como um comportamento de fuga ou luta, no qual o organismo de um animal, perante um perigo, preparava-se para fugir ou lutar e, em função disto, sofria várias alterações fisiológicas.(2)
Em 1936, o fisiologista húngaro Hans Selye, por sua vez, descreveu as reações do organismo ao estresse prolongado ("crônico"), na qual havia uma alteração inicial do funcionamento dos órgãos, mas numa segunda fase adaptativa, ele voltava praticamente ao normal. Se o estresse se prolongasse além desta segunda fase, ocorria um esgotamento da capacidade de adaptação e o organismo voltava a apresentar alterações, muitas vezes mais graves e duradouras que na primeira fase. (3,4)
Estressores são todos aqueles estímulos que desencadeiam esta série de reações adaptativas e, frequentemente, envolvem medo ou ansiedade. Assim, traumas graves como estupros, assaltos, grave violência física levam a reações de estresse (estresse pós-traumático)(5), mas formas mais brandas podem ser desencadeadas por rupturas amorosas, início de vida estudantil ou mesmo mudanças de residência.(5)
Quando o estresse se torna muito persistente, pode levar a uma reação de esgotamento que leva o nome de burnout. Este termo foi usado, neste contexto, pela primeira vez, pelo psicólogo alemão Freudenberger, em 1974. no sentido de "desgastar-se ou ficar exausto por demanda excessiva de energia, força ou recursos” (6).
Não há um consenso sobre quais os sintomas precisos do burnout, mas em geral são listadas manifestações como exaustão, redução do compromisso para com outras pessoas e com o trabalho, sintomas depressivos, agressividade, diminuição da compaixão pelo sofrimento e consequente despersonalização da relação com o paciente , no caso de profissionais de saúde (7).
Em virtude de sobrecarga de trabalho, dificuldades institucionais (deficiências de organização, falta de colaboração entre membros da equipe, falta de reconhecimento do trabalho), perfeccionismo excessivo e excesso de expectativas em relação a a si mesmo e outros fatores profissionais, muitos profissionais desenvolvem reações de burnout. Não há números exatos sobre a frequência de casos de burnout, em função de a definição da síndrome ser diferente, em estudos diferentes.

QUAL O TRATAMENTO DO BURNOUT?

O burnout não é uma doença propriamente dita, de modo que não há um tratamento específico. Mas existem evidências de que exercícios físicos aeróbicos (8), mindfulness (9) e técnicas cognitivo-comportamentais podem combater o burnout.

Mindfulness é o processo comportamental que leva a um estado em que a pessoa fica focada no momento presente. Ela tem base em atitudes de religiões orientais, onde a pessoa se observa, ao mesmo tempo que deixa de se envolver com suas emoções. Esta técnica tem se revelado útil em relação a sintomas ansiosos e depressivos, como forma de aliviá-los. Há várias técnicas de se atingir a mindfulness, desde exercícios respiratórios, passando por técnicas de relaxamento, até focar-se em sensações táteis como prestar atenção no contato que se tem com a cadeira em que você se senta ou mesmo mastigar atentamente uma uva passa. A ideia é que, quando a pessoa faz isto, deixa de se envolver com o redemoinho de emoções que levam ao sofrimento. Pode-se aprender mindfulness em cursos específicos ou mesmo livros.

As técnicas cognitivo-comportamentais envolvem entender o próprio comportamento, conhecendo os pensamentos e as emoções relacionadas a estes pensamentos e as consequências que eles trazem. Com base neste conhecimento, é possível adquirir um maior controle sobre as contingências que levam ao sofrimento. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) precisa ser feita através de profissional (psiquiatra ou psicólogo) habilitado.


Referências bibliográficas:

(1) Harper D Online etymology dictionary (2019) Stress https://www.etymonline.com/word/stress , consultado em 03/02/2019
(2)Cannon W D Bodily Changes in Pain, Hunger, Fear, and Rage: An Account of Recent Researches Into the Function of Emotional Excitement (1915) https://books.google.com.br/books…
(3) Selye H A syndrome produced by diverse nocuous agents Nature v. 138, p. 32 (1936)
(4) Selye H Forty years of stress research: principal remaining problems and misconceptions Br Med J v. 1383-92, 1950-https
(5) American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.). Arlington, VA: American Psychiatric Publishing.
(6) Freudenberger HJ Staff burn-out J Soc Iss (1974) v. 50, p. 159-6
(7) Kaschka WP; Korczak D; Broich K Burnout: a fashionable diagnosis Dtsch Ärztebl Int (2011) 108(46); p. 781-7
(8) Naczenski LM, Vries JD, Hooff MLMV, Kompier MAJ. Systematic review of the association between physical activity and burnout. J Occup Health. 2017 Nov 25;59(6):477-494. doi: 10.1539/joh.17-0050-RA. Epub 2017 Oct 7. Review
(9) Gilmartin H, Goyal A, Hamati MC, Mann J, Saint S, Chopra V. Brief Mindfulness Practices for Healthcare Providers - A Systematic Literature Review. Am J Med. 2017 Oct;130(10):1219.e1-1219.e17. doi: 10.1016/j.amjmed.2017.05.041. Epub 2017 Jul 4. Review. PMID: 28687263


Imagem:
By Tânia Rêgo/Agência Brasilhttp://agenciabrasil.ebc.com.br/briefing-sobre-cerimonia-de-encerramento-da-copa-america-brasil-2019?id=143409, CC BY 3.0 br, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=80192773